AS UNHAS COMPRIDAS DO RATINHO EDGAR
Era uma vez o ratinho Edgar que não gostava de cortar as unhas.
O dia inteiro a mãe do Edgar dizia:
- Você tem que cortar essas unhas, meu filho! Estão grandes demais! É feio, ficam sujas, arranham! Unhas grandes demais só dão problemas!
Mas o Edgar não queria saber. Teimava em usar as unhas compridas, enormes!
E um dia o Edgar, aborrecido de tanto ouvir a mãe falar que queria cortar as unhas dele, resolveu ir comer queijo na cozinha da casa onde eles moravam.
Saiu pelo buraco no rodapé da cozinha e lá foi ele, todo pimpão, subindo pela mesa, para chegar em um queijo que a D. Sônia tinha comprado de manhã. Nem bem tinha colocado a patinha (de unhas enormes) no tampo da mesa, quando ouviu:
- Miau! Miau! Te peguei, ratinho danadinho!
Era o Rinhau, gato da D. Sônia, que tinha chegado à surdina.
Edgar sentiu o pelo ficar em pé, a cabeça girar e ficou gelado! Cheio de medo correu e pulou para a cortina de renda da cozinha para escapar de Rinhau, que tinha por trabalho a caça dos ratos naquela casa. E foi ao pular na cortina que tudo se complicou ainda mais. É que as unhas muito compridas do Edgar se embaraçaram na renda! E lá ficou o ratinho, ao alcance do gato, sem conseguir livrar as unhas que não o deixavam subir pela cortina para se pôr a salvo.
- Quiiii, quiiiiii!!!!! Mamãe, socorro! Socorro!!! Que o gato vai me pegar! – gritou o Edgar, apavorado!
D. Chiquita, a mãe do Edgar, ao ouvir o apelo do seu 19º filhote, saiu correndo e gritando para o seu vizinho:
- Janjão, acuda! Depressa! Quiii!!!
Janjão, o maior rato da casa de D. Sônia (e o mais rápido) saiu correndo e chiando pela cozinha e lá foi o Rinhau atrás dele, enquanto D. Chiquita cortava apressadamente as unhas do Edgar para o soltar da cortina. Após isso, correram para a segurança da sua toca. Janjão, cansadíssimo, entrou logo depois, recebendo um monte de agradecimentos de D. Chiquita, enquanto Rinhau, também cansado, ia beber um pouco de água.
Edgar, bem seguro no colo de sua mãe, disse: - Ai, mamãe, que susto. Bem que a senhora me avisou. Nunca mais volto a deixar as unhas crescerem! Agora vou cortá-las sempre!
D. Chiquita, ainda com o coração aos pulos, deu um beijo no filhote e concluiu:
- Ouça sempre a sua mãe, meu pequenino, que eu só quero om seu bem!
buzina111